19 de outubro de 2006

BED TIME READING

Há já alguns anos que me dedico a ler a proposta de orçamento de estado, pela internet. AQUI Serve isto para ter uma noção do rumo que o país vai tomar e para distinguir o trigo do joio. Assim, quando aparecem tipos muito sérios na comunicação social a dizer que agora é só maravilhas, ou o contrário, consigo focar-me nas razões que movem a criatura em vez de no seu truque de prestidigitação.
Este ano, contudo, o meu interesse estava na Cultura. Tive que aguentar até à página 239 de um relatório de 261. Já se vê a importância que este governo lhe atribui. O orçamento que representa 0,4% (zero vírgula quatro por cento) do orçamento geral, diminuiu 7%. Em média, os ministérios viram as suas verbas reduzidas em 5%.
Claro que isto se deve, do meu ponto de vista a 3 factores. Primeiro, não é um sector prioritário num orçamento restrictivo, ou obrigatório (como o da Defesa, por exemplo, que consome dezenas de milhar de milhões de euros), do ponto de vista de um engenheiro. Segundo, o desempenho deste ministério no ano transacto pede, claramente, um cartão vermelho. Terceiro, basta ler as propostas da ministra e do seu secretário de estado para perceber a ausência de visão e ideias.
Logo, do ponto de vista socrático, para quem é, bacalhau basta.

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